quarta-feira, 4 de maio de 2011

Crenças

E de repente, ter esperança, parecia uma missão impossível. Ela, descrendo das soluções coletivas, apegava-se agora à crenças ingênuas. Sua individualidade escondia-se até mesmo da necessidade que ela tinha de pelo menos desfrutar de uma companhia por vez. Eis a crença: não estar só. Eis a ingenuidade: estar.

E nessas linhas seguiam verbos, transitos, transeuntes, chuvas, acasos, poesias, nostalgias, elegias, vazios, lembranças, andanças, prosopopéias e imaginações.

E a coisa que ela mais sentia era a sanidade mental que a sensação de acreditar proporcionava.

Um comentário:

Edineuda disse...

Entrevista com Clarice Lispector:
"- O adulto é sempre solitário?
O adulto é triste e solitário.
- E a criança?
A criança tem a fantasia solta..."

Creio que somos adultos que não deixam de ser crianças para suportar viver!
Creio.
Cheiro pra tu!