quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Maresias

Ao "poeta dos infernos",
Cuja alcunha se inicia com Mar...
Marcelo, (o Bittencourt )
Mar sê-lo...
Poeta com quem não pude partilhar muito dos meus versos
Mas de quem a presença pulsante
Sempre me permiti sentir...

Ela não presta meu caro poeta
Ela é filha da sina das fêmeas
De Mar...
E traz perto do centro do nome a vogal do meio, o “i”
E para a “forçação de barra” mais pesada de um trocadilho tolo:
Ao fim
Tem as três primeiras letras
De Iemanjá quando criança.

Sim, é só um nome!
Coincidência ou não, é o que me consome...
Para você que some...
Para você, que come, meu caro
No além!
Alguém, que da decisão em diante
Nunca mais pude perceber.

Ela é filha do Mar
Como você
Como a minha ilusão...
E ela não mereceu
Nem a mínima intenção
De um poema seu
De um poema meu
De um poema qualquer
Por que ela não quer
Não pode querer...
Elas não sabem o poder
Que tem.

Ela, A Mulher
Não passa de uma mera abstração
Do nosso mero pensamento
Ela apenas serve de lamento
E contenda para a dor.

Elas
Filhas do nosso cultivado amor
Elas do nosso contingente ardor...
Elas
Do nosso medíocre padecer-pudor...

Pornografemos então, poeta
Rasguemos a sina!
Você por aí
Eu por aqui
Pelas esquinas...

Tin-tin!
À maresia que delas temos
À fantasia que dela temo
Para que possamos, enfim, nos libertar!

Au revoir!

Você, pelo fim
Eu pelo começo
Você pela escolha
Eu, pelo que mereço...

Um brinde, meu caro
Um brinde e me encaro
Um brinde!



" 'Cuz what's inside her never dies..." (sábia Amy, sábia!)

2 comentários:

Angélica Lins disse...

Ahh eu achei belo!!!

Abraços meus.

s. disse...

Desses MARes, nem a maresia quero sentir.