quarta-feira, 13 de agosto de 2008

=> Imaculada

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Não faz uma hora da última poesia
É a vida pulsando para sair de si e ganhar o mundo
Ou será meu tempo que aturdido quer correr?
Não vou oferecer mais uma xícara de café
Vou toma-la sem pressa, sem promessa, sem precisão...
Qualquer debilidade que me venha a mente agora, é do papel e não minha.
Qualquer palavra que me digam
Será do vento e não dos meus ouvidos
Ou de suas bocas, das belas bocas, das sujas, das vivas...
Não quero está transpassada pelo medo de subjugarem a minha razão
Imaculada conceição de palavras, esse verso já morreu.
Imaculado coração que se alastra
Para fazer sentido
Ou reverberar o que eu digo
Para que não se possa entender.
Sou o amor, desde o primeiro fio de cabelo
Às minhas intenções forjadas para mudar o que não se pode amar.

Ediane Soares

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Um comentário:

Filósofo disse...

Existe um "eu" nas suas poesias que conduz seu processo literário. Admiro esse sujeito poético extremamente trágico, reacionário, lúdico, exagerado. Em linhas gerais, sua poesia não diz o que pretende, apenas reverbera a desconhecida pessoa na qual poucos conhecem.