segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A cor da vida

Minha faca amolada
Que não enxerga nada
Que não pode dizer frases prontas
Por que não aprendeu a falar.

Sou seu livro de cabeceira
Você é meu ruído
Meu sentido musical
Que vai desde “A Tempestade”
Ás minhas canções de ninar...

Vou procurar uma cor
Para enfeitar nosso amor
E vou pintar todo o ar e o infinito
Outra cor
Menos pessoal
Menos natural

Alguma cor
Tirada dessa substância cósmica
Que há de existir
Entre os nossos espíritos livres.

Ente que não pode ser e será
Pé que não me retiro...
Eu vou pintar para nós
O nosso novo sentido
Com a cor dessa vida
Que você traz para mim.

Ediane Soares

3 comentários:

Raro disse...

quanto amor...

essa diz muito!

Raro

naskar disse...

Oi Ediane,

Por mais que eu tente, li e reli e não conseguir desvendar tudo que suas palavras querem dizer, ou seja, isso pede outros posts com a "Poesia Explicada", por Ediane Soares. Uma tentativa de trazer analistas sociais, muito mais cientifico do que paixonal a entender a sua arte e emoções.

Mesmo assim, vejo um horizonte bem interessante e consigo perceber que isso que você escreve é muito bom.

Abraços ;)

Wesley Alves disse...

De quem é essa poesia?
Para quem é essa poesia?
Existe tanta mistura que as vezes lhe vejo, outras vejo quem você queria ver (ou ter)
Vc escreve como se não concordasse com as palavras, como se elas impotentes fossem para você a única coisa que resta, a única coisa que se pode enxergar; a cor da vida.
bjo.