quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Anti-inspiração

No fragmento de um gesto fui quase nada
(Talvez à mostra frágil do meu bem querer)
E ainda sou quem espera
O gesto inato, involuntário, dito, sentido, negado...
A negação inerente da minha falta de espaço
(É só abstração do que vem escrito na cara)
Minha porção poeta implora
A inspiração demente
Para escrever o que penso
E dispensar o que sinto...

Mas a noite não me basta
A vontade não vagueia mais...
Ela fica! (belo sorriso)
É a anti-inspiração (saudade)
É a vida real que me limita.

Ediane Soares

3 comentários:

Anônimo disse...

Vc é maluca! Doidinha-doidinha!
é esse seu encanto. Está sempre à flor-da-pele.Por um "trís"! sua companhia me inspira, sabia? e a sua falta me dilacera!

=,

Wesley Alves disse...

a ilimitada poetisa... é uma atrevida... impondo-se limites dos quais sabe que não tem... eis a tragédia da anti-inspiração... é uma forma socrática de dizer poeticamente "Só sei que nada sei"...
suas poesias sabem mais do que você...

André disse...

"Há poesia na dor, na flor, no beija-flor, no elevador" (Oswald de Andrade)

Até na anti-inspiração há inspiração... E expiração.

Há o ato de respirar o ar da poesia.

____________________

Fiquei muito feliz em ter conhecido teu blog. E ter te conhecido.

Beijos.