quarta-feira, 6 de julho de 2011

No porvir


De noite o pressagio, de ser noite, jazia
sentia-se dia
e assim seguiria...
Uma verdade sem par?
Nostalgia?
Amparar nas vertigens do sem tempo
era enfim um alento
e desastrada
hidrofóbica
ansiosa
despretensiosa
observava-se
de perto
sem esperar desse olhar
a alcunha de esperta, solidária, compreensiva, sofisticada, só...

Apertando um botão se esfria?
Destrava-se a confusão e a incerteza
seguindo em linha reta ao enfim
Sendo assim se é assim, é?

Conclui, em tese
sem nenhuma surpresa que comprometa o riso
nenhuma destreza somatizando o risco...

Ser, de intacta, inexata, febril, sóbria
até o penúltimo fio de cabelo
o que se é
porque o último fio ainda está no porvir...

Um comentário:

Heitor Di Sant´Amarillo disse...
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