quinta-feira, 7 de agosto de 2008

=> Ode ao silêncio

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O silêncio às vezes é boa companhia
Quando agrega cautela, paciência, tolerância...
Porque é sinônimo de não saber
E desafia a inteligência,
É um insulto propriamente à petulante razão.
O silêncio que antecede a calma...
O silêncio que antecede a palavra...
O silêncio que antecede a pausa...
E todos os que são passiveis de anteceder
São melhores e mais frágeis que o silêncio que faz doer...
O silêncio de depois
O silêncio que não sabe esperar... Porque não precisa...
O silêncio que não volta atrás... Porque foi tempo perdido
O silêncio que não sabe LER nas entrelinhas.
E nem perceber
Como o meu de agora,
Que é leigo sobre infinitas coisas
Pouco sabe do amor, e se contenta...
Pouco sabe da dor, e não a evita...
E do pouco que ousa saber, seu maior legado é a espera sem recompensas...
Porque depois de agora, tudo é grito.
O que importa para ele é o estar sendo...
Ele é o começo e o fim das coisas que acredito e vivo.
Ele é um fim em si mesmo,
É dotado de poesia, e diz coisas que nem eu mesma posso entender.



Ediane Soares

...

2 comentários:

Filósofo disse...

psiu....
amantes!

Andréa Beníccio disse...

O silêncio chega quando tudo é ruído.. Quando se tem tanto pra dizer, qualquer palavra é "insuficientemente incapaz" de expressar.

Abraços à FiloPoeta.