quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Bucólicas (I)

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Aos "Etilicidas"
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Não me lamento ao ocaso, brindo ao caos bucólico da minha vida
Sem teor alcoólico minha bebida é um mero trago de nada sem contrapartida.
Esse horror acometido, essa frustrante recolhida
Trái toda a trama apetecida da embriaguês "etilicida"...
E entre tantas liras, e entre tantas idas:

Derramarei-me líquida no copo sujo de depois.

E esse momento ébrio, terapêutico e vil
Não será mais que uma vaga lembrança pairando em mesa de bar.
Quero beber o suco trágico das circunstâncias ditas
Quero amanhecer em rabiscos soltos de pensamentos
Morrendo de sede, sem tempo, e morrendo de fome, de amor.


Por Ediane, Sem ares.
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Só por hoje

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Eu hoje agüento o peso das energias carregadas
Só por hoje, por enquanto, espero...
Por que da minha parte todo sentir que parte é efêmero.
Não sei muito da psicologia humana, talvez tenha optado, na gênese da minha formação,
Pelo que se passa com as almas
As dos outros, é claro
Já que da minha fugi desde o primeiro golpe de desilusão...
Numa dessas tentativas fracassadas por suster as energias carregadas
Minhas em contato com as de alguém.
Eu hoje agüento o peso dessas energias carregadas
Só por hoje, por enquanto, espero.

Ediane Soares
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A filosofia não tem sexo

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A filosofia é de natureza diversa.
Não pode ser submetida a rótulos ou legendas.
Precisa ser livre para existir.
A ela não cabe silenciar ninguém.
E as filósofas? Onde elas estiveram historicamente?
Estiveram à margem.
Estar à margem é não compactuar com as exigências impostas pelo senso comum das academias vendidas.
Estar à margem da "filosofia oficial" é afirmar que o marginal compõe a esfera verdadeira do sentido real de filosofar.
A filosofia não tem sexo, tem diversidade.


Ediane Soares
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ano "NOVO"

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Que no ano novo nos compadeçamos pelos valores que cultivamos e pelas verdades que absorvemos de cima para baixo historicamente.

Que no ano novo reescrevamos os trechos "mal ditos" pela moralidade capitalista e patriarcal, que a vez seja do coletivo e a voz dos silenciados.

Que no ano novo, sendo de fato novo, caminhemos em uníssono grito de consciência pela faixa de gaza.




Que não seja preciso mais que a vontade dos que morrem em nome da paz, para construir outras tantas vontades pela mesma paz que não se cala.

Que em 2009 o amor (que nos move) seja respaldado pelas nossas lutas do dia-a-dia, que o pão seja repartido despercebidamente e que a gente não esqueça de amar livremente.
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Que nos próximos doze meses a novidade da vida seja percebida, em toda parte do mundo, que a imoralidade das desigualdades sejam transformadas em harmonia entre as naturezas diversas, desde o ar de que todo/as precisam até a mais ínfima célula humana.

Que em 2009 sejamos mais humanos/as, respeitando sempre mais o HUMUS de onde viemos e para onde todos voltaremos através dessa dança circular: VIVER.


Ediane Soares
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