Aos "Etilicidas"
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Não me lamento ao ocaso, brindo ao caos bucólico da minha vidaSem teor alcoólico minha bebida é um mero trago de nada sem contrapartida.
Esse horror acometido, essa frustrante recolhida
Trái toda a trama apetecida da embriaguês "etilicida"...
E entre tantas liras, e entre tantas idas:
Derramarei-me líquida no copo sujo de depois.
E esse momento ébrio, terapêutico e vil
Não será mais que uma vaga lembrança pairando em mesa de bar.
Quero beber o suco trágico das circunstâncias ditas
Quero amanhecer em rabiscos soltos de pensamentos
Morrendo de sede, sem tempo, e morrendo de fome, de amor.
Por Ediane, Sem ares.
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