quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Reservas

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E porque eu tenho o teu sorriso
Não tenho reservas para o amor
Não tenho cerimônias com a dor
Não preciso evitar...
Porque eu tenho o teu riso
Quando eu rio contigo
Eu me deixo elevar...


Ediane Soares

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Eu te amo Sophia!

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Quando prestei vestibular para Filosofia eu não sabia ao certo, sistemática ou categoricamente, o que era ou para que fazer Filosofia. Fazem dois anos desde a prova do Vestibular que me fez estar hoje cursando Filosofia na Universidade Federal do Ceará. E fazem dois anos que eu me pergunto diariamente: o que é e para que serve a Filosofia?

Observando os conceitos aos quais tive acesso nesse curto período de contato diário com a "Philos Sophia", o que mais me chamou a atenção e conseguiu quase me satisfazer foi um conceito mais etimológico: O Amor a Sabedoria, significado da palavra Filosofia nas suas origens gregas.

Mas se analisar bem, será que eu sei o que é o amor? E a sabedoria? Foi quando cheguei a essas perguntas que pude me atentar ao processo de uso da filosofia: Perguntar! E foi por sentir profundo apreço pelo ato de perguntar que descobri enfim o significado desse amor... o amor a sabedoria é incondicional, é perguntar sem exigir respostas. É perguntar, e fazer surgir novas perguntas.

E a sabedoria? Sabedoria, penso eu, tendo Sócrates como referência, é saber o quanto não se sabe. É perguntar-se por algo, e ao não ter respostas buscar novas perguntas para exercitar esse amor ao saber.

Eu te amo Sophia!


Ediane Soares
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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Alteridade (IV) - Alteridade Feminina

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Alteridade Feminina

Discutir a noção de individuo e a alteridade, como pré-supostos da relação necessária existente entre as pessoas, pode ser um ponto de partida fundamental para tematizar a chamada alteridade feminina.

É fato que homens e mulheres têm características peculiares que vão além da sexualidade e da anatomia. Normalmente essas diferenças são abordadas pressupondo uma complementaridade entre macho e fêmea, o que comprometeria uma noção de indivíduo. Isso não vem ao caso por enquanto.

Na tradição filosófica, enquanto seres, indivíduos, sujeitos, pessoas e etc., os dois sexos não são diferenciados. É apenas com a noção de identidade de gênero que o masculino e o feminino são colocados separadamente entre parênteses e pensados como diferentes, do ponto de vista identitário e não apenas biológico, como é apontado tradicionalmente.

Muitas vezes já me perguntei por que na história da filosofia não encontramos filósofas. Encontro as respostas na própria história, não só da filosofia, mas das sociedades como um todo, posto que não possa avaliar o que é feito da e na filosofia ao longo do tempo sem considerar a história como ponto fundamental para essa discussão.

É importante ressaltar, o que já nos parece claro, que a mulher na sociedade está posicionada, desde muito tempo, em uma condição de inferioridade e passividade em relação aos homens. Sem generalizar, é possível, até hoje perceber fortes marcas desse fato. As marcas do paternalismo trazem consigo no cerne do seu desenvolvimento, a mulher como sendo uma construção, um modelo que só É em relação a um EU absoluto, que é o homem, o macho..., representado nas figuras de: Pai, irmão, avô, marido, filho, não somente, mas também na figura do patrão, do governante, do sacerdote (ou líder religioso) e etc.

Essa construção da Alteridade feminina, como SENDO, apenas, em relação ao EU - masculino, é um conceito enraizado, apesar de não estabelecido formalmente, e é defendido nas entrelinhas ou até mesmo abertamente, em muitas obras de filósofos consagrados, como Aristóteles, Maquiavel, Descartes, Hegel, Kant e etc. Sem contar com o fato de não encontrarmos, na tradição filosófica difundida, alguma filósofa. Sequer há a citação da existência das mesmas na história da filosofia antiga e medieval principalmente.

Não é possível afirmar com certeza se de fato há uma diferença essencial entre o indivíduo feminino e o masculino, no que diz respeito à ontologia ou a epistemologia. Essa diferença é mais claramente problematizada no campo da ética e da moral. Mais especificamente nesta última, já que é possível perceber, que a base que constitui a sociedade se dá no âmago da moralidade.

É fundada na moral vigente de cada época que a noção de mulher é estabelecida. É no campo da moral que o paternalismo conseguiu prevalecer por anos e mais anos sobre qualquer aspecto de diversidade nos vários níveis das relações, e até hoje, permeia as mesmas.

O individuo feminino, a pessoa feminina, o sujeito feminino, enfim, o feminino em si será sempre o outro da dupla categoria de ser humano? Será que sempre o foi? Já que nas origens, antes de qualquer construção de pensamento que se pudesse chamar de filosofia, não houve, e talvez nem fosse possível haver, uma neutralidade de tratamento de ambos os gêneros nos vários espaços? E já que a divisão de espaços e aptidões parece-me, foi o caminho mais fácil encontrado, será que pode fundamentar a exclusão das mulheres nas bases do conhecimento científico e filosófico?

De fato não é possível estabelecer uma resposta concreta a estas indagações. A criação do feminino, não enquanto característica, mas como alteridade, não se deu/dá de maneira comedida, e foi reafirmado categoricamente e sustentado em prol de uma civilização unilateral. Pode ter sido um grande equívoco, pode ter sido a alternativa mais viável, e seja o que for só se deu por sua sutileza, e porque as mulheres foram caladas, e calaram-se diante desta realidade.

Hoje, mudanças radicais estão sendo desfrutadas enquanto outras são plantadas, e apesar de ainda, no que diz respeito à temática da mulher na sociedade, o que é discutido se dá de maneira secundária, penso que esse é o caminho rumo não somente a desconstrução dessa alteridade feminina que foi forjada historicamente, mas acima de tudo, de uma neutralidade das relações nas suas diversas formas e espaços, seja socialmente, profissionalmente, politicamente, culturalmente, artisticamente, intelectualmente ou filosoficamente, e em constante diálogo com as diferenças entre as pessoas independente de gênero, sexo ou sexualidade.

Nas últimas décadas isso vem sendo modificado por causa das transformações relacionais. Cada vez mais as mulheres vêm conquistando ao longo dos tempos novos espaços, possibilitando assim o combate à discriminação de gênero nas suas formas diversas. Mas acredito que só vamos sentir a coisa toda de maneira diferente quando a alteridade feminina deixar de ser uma mera delimitação de papel social e passar a ser apenas o indicativo de um aspecto da identidade da pessoa do sexo feminino.

(Em avaliação. Sujeito a alterações)

Ediane Soares


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Filosofia e Literatura

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Poesia e Filosofia:
Forma e Reflexão Simultaneas na Linguagem e no Conhecimento

“Entre o pensamento e a poesia há um parentesco
porque ambos usam o serviço da linguagem e progridem com ela.
Contudo, entre os dois persiste ao mesmo tempo um abismo profundo,
pois moram em cumes separados”

(Martin Heidegger)

Introdução

Estamos acostumados a ver a poesia apenas como uma expressão literária imediata e subjetiva, e a filosofia como algo puramente reflexivo e mais objetivo. É como se dividíssemos emoção e razão relacionando respectivamente com a poesia e a filosofia. Tal divisão é no mínimo precipitada, pois ambas estão intimamente ligadas à atividade reflexiva direta ou indiretamente.

Não pretendo aqui delimitar onde, quando ou porque surgiu uma ou outra. Também não quero traçar o grau de importância de uma ou de outra, apenas ressaltar a relação que há entre ambas.

Podemos até dizer que a poesia é anterior a filosofia nas suas origens gregas, considerando a os Poetas e Rapisodos, porém estes já refletiam sobre as questões que mais tarde viriam a ser chamadas de filosofia. Por isso é mais coerente afirmar que somos herdeiros e contemporâneos de ambas simultaneamente.

Levando em consideração que a reflexão é uma característica fundamental do pensamento filosófico, e que a poesia não está isenta desta, esse trabalho tem por objetivo apontar traços importantes dessa relação.

1. Poesia e Reflexão

A relação das pessoas com a poesia e o poeta não é algo que se dá apenas pela busca de verdades (ou de uma verdade absoluta), mas sim pela imaginação e pela apreensão subjetiva das palavras e sentidos expressados. Não há necessariamente uma articulação metódica de idéias e referências, o que há é uma troca de impressões que podem ser momentâneas ou atemporais. A poesia, independente de sua forma, se dotada de métrica ou rima, se livre, abstrata, surreal, tem como algo substancial as diversas subjetividades, de quem ler e a do poeta, como sendo algo que permite infinitas apreensões de sentido, conteúdo reflexivo, impressão estética e etc.

É por isso que dizemos como o carteiro disse para o poeta , que a poesia não é apenas de quem escreve, mas também de quem a lê. Nessa apropriação da poesia pelo leitor há uma afirmação do si mesmo deste projetada no poema, que deixa de ser uma obra que o artista escreveu e passa a ser a expressão da subjetividade de quem a imaginação fez fluir a reflexão poética.

No poema Tabacaria do Fernando Pessoa, com pseudônimo de Álvaro de Campos, por exemplo, é possível notar o quanto são presentes questões existenciais que podem ser estendidas para qualquer pessoa que se colocar na situação ou reflexão que foi imaginada e descrita pelo poeta:

“(...)
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
(...)”
(Fernando Pessoa, Tabacaria.)


Aqui percebemos a afirmação de si mesmo do poeta e ao mesmo tempo podemos nos projetar enquanto subjetividade e projetarmo-nos nas palavras ali escritas atribuindo sentido relativo à nossas experiências existenciais particulares ou coletivas. Ao ler a poesia e refletir sobre a minha vida a partir das palavras e do que apreendi da leitura é a apropriação, propriamente dita, do poema, e uma afirmação de mim mesmo a partir do que foi abstraído e refletido.

Por mais que uma poesia tenha uma forma racional, como no caso de um soneto, o conteúdo não está necessariamente fechado, como uma verdade, mas está sujeito ao olhar de quem o ler.

No Soneto da Lua, de Vinicius de Moraes, fica clara a exemplificação que acima citei, de que mesmo numa poesia dotada de métrica e rima como é o caso do soneto, a reflexão é algo presente de maneira subjetiva. O que não quer dizer que esteja vazio de conteúdo filosófico, no sentido de que é dotado da possibilidade de abstração.

Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos languidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros ?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me pressa
A alma, que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco
A mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa

(Vinicius de Moraes, Soneto da Lua)

Tanto a poesia livre como a metrificada estão sujeitas aos diversos olhares, do mesmo modo que a filosofia, numa perspectiva diferente. Pois ao longo da história da filosofia é possível perceber as transformações e diferentes interpretações de teorias, tratados e etc.

Poesia e Filosofia são apenas maneiras diferentes de expressão e exercício reflexivo. Em uma sobressai o imaginário, o fantástico e a criação verbal, na outra o entendimento racional e o conhecimento do real. Em ambas temos o conhecimento se auto-construindo e reconstruindo. É a palavra a serviço da linguagem como forma real de conhecimento e vivência inteligível dentro das possibilidades diversas, dialógicas e transitivas.

2. Filosofia e poeticidade

Para falar de poeticidade em filosofia não podemos nos esquecer de comentar o que vem sendo feito historicamente com essa relação. Muitas vezes resume-se a uma racionalização da arte ou o inverso, uma distorção do real. Como se com suas peculiaridades elas existissem apenas uma em detrimento da outra.

Percebemos que há historicamente uma supervalorização da filosofia, como se esta fosse superior hierarquicamente. Várias interpretações de clássicos do pensamento filosófico, como a Republica de Platão, reproduzem essa idéia. E isso é algo tão repetido que acaba sendo um processo natural que muitas vezes passa despercebido. É certo que elas ocupam “espaços” diferentes, pois são construções de conhecimento ou reflexão feitas de maneiras distintas. O que não legitima a idéia de que a filosofia seja superior a poesia ou vise versa.

Entretanto, mesmo nas obras filosóficas onde é possível tirar algo que possa fundamentar essa idéia de hierarquização entre ambas é possível notar certa poeticidade. Como é o caso desse trecho da República de Platão:

“Sócrates: A poesia imitativa produz em nós também o amor, a ira e todas as paixões da alma que têm por objetivo o prazer e a dor, influindo em todas as nossas ações, porque as alimenta e orvalha em vez de dessecá-las; faz-nos mais viciados e infelizes, pelo domínio que dá a estas paixões sobre nossa alma, em vez de mantê-las inteiramente dependentes, o que nos tornaria melhor e mais felizes. Não há aqui uma das formas poéticas tradicionais, mas é notório o teor efervescente e apaixonado do interlocutor, tal como é típico da literatura poética.”
(Platão, A República – Parte I)


É nesse sentido que podemos afirmar o quanto é contraditório tentar determinar um juízo de valoração entre poesia e filosofia, já que elementos de uma se encontra constantemente presente na composição da outra e que ambas podem estar a serviço do conhecimento seja racional, abstrato, intuitivo, indutivo ou mesmo no âmbito popular, no dia-a-dia.


3. Conclusão

Se existe algo que pode ser delimitado aqui é a forma estética particular dos textos de uma e de outra. Levando em consideração os objetivos na criação de cada uma e na motivação para a sua composição.

Poesia e filosofia distinguem-se demasiado nas suas formas, objetivos e perspectivas, mas estão muito próximas no âmbito da linguagem e da troca de conhecimento, cada uma na sua linha de proposição.

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Fortaleza

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Essa cidade é uma cela.
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A Céu aberto
E cabeças fechadas.



Ediane Soares
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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Peripatética

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Caminhando penso. O melhor de mim é a caminhada. Sou essencialmente peripatética, moro na filosofia e vago no seio da linguagem poética. Acredito no amor que é anterior a culpa. Sonho com as transformações possíveis. Postulo o infinito nadificante da morte.

Acredito na sorte como força de expressão, assim como em Deus, em Zeus e em Marte. Nunca os vi de perto, mas é como se sem eles nada fizesse muito sentido para o tato, os lábios e a inspiração.

Das coisas que gosto e que penso, recordo do essencial para permanecer em dias com as minhas promessas.

Prometo melhorar minha alimentação, ir ao médico, estudar mais, não beber tanto, ser mais paciente e todas as promessas não cumpridas sem as quais eu não seria isso que agora está sentada diante do computador escrevendo sobre si mesma.

Nesse ‘ensimesmamento’ me dou conta do quanto negligencio quem sou tentando mudar. Enquanto isso meu corpo mudou, o mundo em volta mudou, as pessoas mudaram, o sentido mudou e até a mudança, enquanto conceito mudou de sentido.

Tudo muda. Eu caminho. Cada passo é um passo para uma nova mudança. Cada mudança é parte integrada da caminhada. Caminhar é viver cada segundo sem parar para pensar. Caminhar é mudar.


Ediane Soares
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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Inaê

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Inaê, a Janaína pequena... a menina Iemanjá.

(...) pausa para as coisas não dizíveis

Quisera ser dotada do caos de onde a poesia emerge
Além da sintaxe, da semântica, da pragmática
Quisera ter acesso à luz interior que dela irradia o mundo
Que ela detém por entre as mãos, os poros, a alma, a intuição...
Quisera ser poeta para além da linguagem
Assim, traçaria metas simples, para contemplá-la com os fragmentos de uma felicidade plena, enquanto abstrata, relativa, e sutil...
Plêiades à parte
Sobre essa moça, tudo o que for dito eu cogito não entender.
E quero que ela sinta como a vida é simples
Como a simplicidade vivifica
E nos qualifica
Como tudo que vai, enquanto fica.


Ediane Soares
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A parte que fica

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Os avôs são posteriores à posteridade.
São eternos!
Quando eles se vão, ficam e se multiplicam
Em tantas lembranças boas
E em tantos sentimentos leves...
Vão e nos levam uma parte
E a parte deles que fica
É maior que a saudade
Que a ausência
E que a realidade...
A parte que fica é o amor
Que não se quantifica nem limita
É o amor em forma de vida
Finita pleiteando a eternidade
E eterna com sabor de finita.

Ediane Soares
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TPM, poesia e coisas do gênero

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Basta olhar
Sem ir muito longe
Na superfície
Desse lugar que passará.

É só olhar sem pretensão
E praticamente tudo fica claro:
Tensão pré menstrual;
Birra sem motivos;
Afagos, carinho, atenção...
Choro descabido,
Raiva contida.

E como já dizia o poeta da vida:
"Amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida..."

Insônia sem conversas tardias é solidão opcional.
Insônia com carinho e brigas fáceis
É no mínimo um pedido pra ficar mais um pouquinho
Até quando acabar.

Ediane Soares
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