Nas palavras de Scorza:
"Expulsos do tempo e do espaço, os sobreviventes das culturas pré-colombianas se refugiam no único território possível: o mito. Porque um povo expulso da história não pode retornar para a história através da história mesmo... mas sim através do mito. O mito é a armadura que protegerá os seres vulneráveis, a casca que defenderá na lagarta o que ela poderá ser no futuro... Em certos casos a história de um povo não está no ontem mas no amanhã: uma necessidade de existência dos seres, o esqueleto que sustentará a carne da palavra retomada."
Os Mitos
Prefiro o que poderia ter sido
Prefiro a dança que não aconteceu
Que ficou em potência, no entreato.
E eu ainda sei que o amor é uma coisa boa...
Sei do sabor
Sei da alegria.
Mas quando olho para fora do meu espelho mágico
Irrompendo ilusões estão as várias ruas da minha cidade
Sitiada por desigualdades e desilusões...
Pobre vida real
Vende-se o mito
Compra-se a solidão.
Ediane Soares
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
O meu jardim
Imagino que a minha cama é um jardim florido
Cheio de margaridas brancas...
Muito verde e colorido por borboletas coloridas...
O azul do meu desejo é o céu que cobre o meu jardim...
A porção gramificada do chão é a minha pele.
Eu sou o chão do jardim da minha cama.
Enquanto sonho, borboletas vêm me visitar...
Enquanto durmo minha grama cresce
Para aquecer os dias que se seguem...
Ediane Soares
Cheio de margaridas brancas...
Muito verde e colorido por borboletas coloridas...
O azul do meu desejo é o céu que cobre o meu jardim...
A porção gramificada do chão é a minha pele.
Eu sou o chão do jardim da minha cama.
Enquanto sonho, borboletas vêm me visitar...
Enquanto durmo minha grama cresce
Para aquecer os dias que se seguem...
Ediane Soares
domingo, 9 de dezembro de 2007
Sobre fadas, borboletas e corações partidos.
Pouco sei
E do que sei não digo...
O silêncio emergente é um abrigo
Para os conceitos que deformam o que sinto
Para ser razão
Doce ilusão
Do poeta falido
Mendigando atenção, novo abrigo...
Sei falar do infinito
De ilusões
Dissabores... confusões...
Mas não ousaria dizer
Palavra alguma
Ou fazer poesia
Qualquer alusão
Sobre fadas, borboletas e corações partidos.
Ediane Soares
E do que sei não digo...
O silêncio emergente é um abrigo
Para os conceitos que deformam o que sinto
Para ser razão
Doce ilusão
Do poeta falido
Mendigando atenção, novo abrigo...
Sei falar do infinito
De ilusões
Dissabores... confusões...
Mas não ousaria dizer
Palavra alguma
Ou fazer poesia
Qualquer alusão
Sobre fadas, borboletas e corações partidos.
Ediane Soares
Mormaço
Passei pela calçada de uma esquina obscura
Sob o céu nublado de uma tarde quente.
Pisei no chão de asfalto, senti o mormaço inflado que me adoeceria...
Enquanto algumas gotas, poucas, de uma pretensa chuva numa fracassada tentativa de molhar-me o dia... Ressoava encontros. Transmutava os pontos...
Eu estava pensando em diversas questões que eu te proporia na nossa conversa imaginária.
Palavras compensadas pela falta de tempo... que é quase nada.
Eu caminhava.
E eu não encontrava
A dita razão
Ou uma simples palavra...
Ediane Soares
Sob o céu nublado de uma tarde quente.
Pisei no chão de asfalto, senti o mormaço inflado que me adoeceria...
Enquanto algumas gotas, poucas, de uma pretensa chuva numa fracassada tentativa de molhar-me o dia... Ressoava encontros. Transmutava os pontos...
Eu estava pensando em diversas questões que eu te proporia na nossa conversa imaginária.
Palavras compensadas pela falta de tempo... que é quase nada.
Eu caminhava.
E eu não encontrava
A dita razão
Ou uma simples palavra...
Ediane Soares
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Regras
Vi.
Os meus olhos não puderam ver...
Vivi.
E será sempre assim um abismo?
Ou será que antes do fim verei algum começo?
Perguntas
Sem respostas
Perguntas entrepostas
Perguntas perigosas.
Pergunto
E sempre apronto
Um novo parto...
E apartada
Amarrada
Enquadrada
Eu vi
E vivi
O que agora é quase nada...
E ainda há quem diga
Que regras
Não podem ser
Quebradas!
Ediane Soares
Os meus olhos não puderam ver...
Vivi.
E será sempre assim um abismo?
Ou será que antes do fim verei algum começo?
Perguntas
Sem respostas
Perguntas entrepostas
Perguntas perigosas.
Pergunto
E sempre apronto
Um novo parto...
E apartada
Amarrada
Enquadrada
Eu vi
E vivi
O que agora é quase nada...
E ainda há quem diga
Que regras
Não podem ser
Quebradas!
Ediane Soares
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