Necessidade.
Não sei bem o que é isso.
Trabalhar o dia todo, instigar o cansaço...
A correia...
Meu corpo diz que isso em tudo influi.
E essa tal necessidade de ficar acordada cumprindo horários inunda-me.
Rotina-me.
Consome minha filosofia e libera minha filo-poesia...
Não nego o ócio, trabalho.
E escrevo nas frações de segundo em que paro
E reparo.
Que no meio dessa simetria forçada, minha alegria não se perde em nada que ultrapasse um dia após outro dia de necessidade que nessa cidade avia-me...
Ediane Soares
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Embolada
A palavra calada é um insulto à razão humana (ou desumana). É o pensamento que não foi expresso, mas está em processo de transformação contínua por dentro de quem pensou. Tal palavra só diz alguma coisa, (mesmo que abstrata, desconexa, não racional) se transvertida em poesia.
Abaixo, a poesia de uma palavra calada, ao som da embolada. Em uma noite onde a Lua fez-se majestade suprema.
Embolada
Dentro de uma palavra calada cabe o silêncio.
O silêncio reverenciado
O silêncio do meu jeito de pensar.
O silêncio que penso e reinvento a cada nova palavra calada.
De fora da palavra surge o som
Ressoando o que os outros podem pensar ou não.
O som que esconde a palavra
O som que eu não sei definir
O som que é o barulho do mundo.
A palavra e o silêncio
Minha embolada e o som...
O silêncio da palavra
E o som da embolada
Dão um tom.
Ediane Soares.
Abaixo, a poesia de uma palavra calada, ao som da embolada. Em uma noite onde a Lua fez-se majestade suprema.
Embolada
Dentro de uma palavra calada cabe o silêncio.
O silêncio reverenciado
O silêncio do meu jeito de pensar.
O silêncio que penso e reinvento a cada nova palavra calada.
De fora da palavra surge o som
Ressoando o que os outros podem pensar ou não.
O som que esconde a palavra
O som que eu não sei definir
O som que é o barulho do mundo.
A palavra e o silêncio
Minha embolada e o som...
O silêncio da palavra
E o som da embolada
Dão um tom.
Ediane Soares.
sábado, 10 de novembro de 2007
Sextas-Feiras...
E se eu me adaptar?
Com a falta desse sorriso, assim, tão conclusivo...
Com o medo de dizer o que sinto muito, porque ninguém me diz...
Com a falta de vontade de ter vontade de sair...
Com o vinho em temperatura ambiente, mesmo quente...
Com a poesia que só eu posso entender e interpretar...
Com o ar condicionado detestável e sujo...
Com a tosse de novembro.
Com o vento que entra pela porta da cozinha espalhando papéis...
Com a droga da televisão a transmitir bobagens...
Com o café forte e doce demais...
Com a água meio a meio, gelada e natural...
Com o ônibus lotado ás seis e quarenta e cinco...
Com o relógio atrasado...
Com a insônia minha de cada noite...
Com um cochilo na hora do almoço...
Com o mau humor...
Com meu amor, astuto, febril, fantasioso e só.
Com minha solidão opcional, mas quase obrigatória...
Com a tua mão sempre distante e distraída...
Com a partida...
Se a noite não me for mais tão perceptível
Se eu não puder implicar com a sexta-feira
O que será de mim?
O que será da minha brincadeira?
Mortais que lêem o que rabisco em meus rascunhos confissões,
Não posso me adaptar a ser tão obvia
Não posso cantar uma música que diga algo por mim...
Não posso ser sutil quando tudo conspira por meu silêncio-confusão...
Não posso ser a mulher que nega suas juras de amor por vaidade ou medo.
Não posso deixar de ser poeta, para ser nesse mundo
Mais uma guardadora de segredos.
Ediane Soares
Com a falta desse sorriso, assim, tão conclusivo...
Com o medo de dizer o que sinto muito, porque ninguém me diz...
Com a falta de vontade de ter vontade de sair...
Com o vinho em temperatura ambiente, mesmo quente...
Com a poesia que só eu posso entender e interpretar...
Com o ar condicionado detestável e sujo...
Com a tosse de novembro.
Com o vento que entra pela porta da cozinha espalhando papéis...
Com a droga da televisão a transmitir bobagens...
Com o café forte e doce demais...
Com a água meio a meio, gelada e natural...
Com o ônibus lotado ás seis e quarenta e cinco...
Com o relógio atrasado...
Com a insônia minha de cada noite...
Com um cochilo na hora do almoço...
Com o mau humor...
Com meu amor, astuto, febril, fantasioso e só.
Com minha solidão opcional, mas quase obrigatória...
Com a tua mão sempre distante e distraída...
Com a partida...
Se a noite não me for mais tão perceptível
Se eu não puder implicar com a sexta-feira
O que será de mim?
O que será da minha brincadeira?
Mortais que lêem o que rabisco em meus rascunhos confissões,
Não posso me adaptar a ser tão obvia
Não posso cantar uma música que diga algo por mim...
Não posso ser sutil quando tudo conspira por meu silêncio-confusão...
Não posso ser a mulher que nega suas juras de amor por vaidade ou medo.
Não posso deixar de ser poeta, para ser nesse mundo
Mais uma guardadora de segredos.
Ediane Soares
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Retrato
A imagem, meu alimento.
Não te conheço
É fato
E mesmo que já houvesse passado entre nós
Não conheceria...
E tudo seria, a mesma casca, a mesma ilha.
Pela imagem
Meus carboidratos se dissipam.
Por contenda
Um retrato
Dois ou três, e muitos outros
São contratos com a tecnologia refratária...
Que esvazia
Quando acaba o dia
E sai do papel
Para ser poesia...
Para ser
Poesia.
Ediane Soares
Não te conheço
É fato
E mesmo que já houvesse passado entre nós
Não conheceria...
E tudo seria, a mesma casca, a mesma ilha.
Pela imagem
Meus carboidratos se dissipam.
Por contenda
Um retrato
Dois ou três, e muitos outros
São contratos com a tecnologia refratária...
Que esvazia
Quando acaba o dia
E sai do papel
Para ser poesia...
Para ser
Poesia.
Ediane Soares
Assinar:
Postagens (Atom)