A noite fria embala
O revés de um verso...
Não há filosofia, nostalgia...
Regresso!
Não há promessa de outro dia
Apenas o embalo dessa noite fria...
Sobre tua nobreza artística
Sou apócrifa:
- Tiro dez em canto,
Mas não sei cantar!
Ediane Soares
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
domingo, 19 de agosto de 2007
Figurino
- Pensa num figurino...
Eu tento.
Lamento...
Mas agora só me alegra a elegia.
E o sentimento de “contramão”...
Tudo que penso contradiz a veste.
Tudo que penso desnuda.
Tudo que penso transverte-se em abismo.
Abismo imaginário de quem nada pode saber.
Angústia e alegria convertendo-se uma na outra.
Amálgama de erupções de idéias... Que nada pode crer.
- Figura um pensamento!
Então eu me acabo
E figuro...
E costuro
E postulo.
- Nua...
Sem figurino...
- Tua...
Sem pensamento.
Ediane Soares.
Eu tento.
Lamento...
Mas agora só me alegra a elegia.
E o sentimento de “contramão”...
Tudo que penso contradiz a veste.
Tudo que penso desnuda.
Tudo que penso transverte-se em abismo.
Abismo imaginário de quem nada pode saber.
Angústia e alegria convertendo-se uma na outra.
Amálgama de erupções de idéias... Que nada pode crer.
- Figura um pensamento!
Então eu me acabo
E figuro...
E costuro
E postulo.
- Nua...
Sem figurino...
- Tua...
Sem pensamento.
Ediane Soares.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Anti-inspiração
No fragmento de um gesto fui quase nada
(Talvez à mostra frágil do meu bem querer)
E ainda sou quem espera
O gesto inato, involuntário, dito, sentido, negado...
A negação inerente da minha falta de espaço
(É só abstração do que vem escrito na cara)
Minha porção poeta implora
A inspiração demente
Para escrever o que penso
E dispensar o que sinto...
Mas a noite não me basta
A vontade não vagueia mais...
Ela fica! (belo sorriso)
É a anti-inspiração (saudade)
É a vida real que me limita.
Ediane Soares
(Talvez à mostra frágil do meu bem querer)
E ainda sou quem espera
O gesto inato, involuntário, dito, sentido, negado...
A negação inerente da minha falta de espaço
(É só abstração do que vem escrito na cara)
Minha porção poeta implora
A inspiração demente
Para escrever o que penso
E dispensar o que sinto...
Mas a noite não me basta
A vontade não vagueia mais...
Ela fica! (belo sorriso)
É a anti-inspiração (saudade)
É a vida real que me limita.
Ediane Soares
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