Pode ir agora
Mas vai sorrindo
A inércia dos sorrisos me inflama...
Passa...
Em silêncio...
Acontece no nada dos meus pressupostos!
Me engana... finge que vai ficar e passa...
Finge que vai passar, mas fica!
Feito tortura na minha carne
Na resistência da minha alma de palhaço.
Me ensina a dançar no espaço
Contra o poder da gravidade
Sem pés e mãos...
Passa... mas fica...
Por teus encantos...
Pela poesia...
Que nos levita!
Ediane Soares.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
O Tédio
Agora eu sei
Não é dor...
É preguiça
De perceber a minha perna
De entender minhas orelhas...
De engolir minha saliva!
Não é dor...
É o tédio!
Que vai pousando
Suave, leve, e pleno!
O tédio!
Agora sim...
Posso seguir...
Já sei quem inventou minhas tolices!
Já sei quem me levou pra junto de você
Quando eu já seguia outro caminho...
Foi a preguiça, cúmplice do tédio!
- Estamos de passagem, é... eu sei...
E eu não queria dizer,
Mas o tédio dói!
Não é dor...
É preguiça
De perceber a minha perna
De entender minhas orelhas...
De engolir minha saliva!
Não é dor...
É o tédio!
Que vai pousando
Suave, leve, e pleno!
O tédio!
Agora sim...
Posso seguir...
Já sei quem inventou minhas tolices!
Já sei quem me levou pra junto de você
Quando eu já seguia outro caminho...
Foi a preguiça, cúmplice do tédio!
- Estamos de passagem, é... eu sei...
E eu não queria dizer,
Mas o tédio dói!
domingo, 22 de julho de 2007
Tortuosos
Água limpa
Caindo sob o meu corpo agora
É a inspiração desses dias tortuosos
De calor, de tédio, de medo, de mentiras...
Água morna, que esfria...
E eu despida
No instante que antecede a falta
No momento que me impede a fuga
No pedaço que roubei do tempo...
Água pura
Água púrpura
Água à mingua...
Água pra lavar a alma
Água pra fugir da rima.
Ediane Soares
Caindo sob o meu corpo agora
É a inspiração desses dias tortuosos
De calor, de tédio, de medo, de mentiras...
Água morna, que esfria...
E eu despida
No instante que antecede a falta
No momento que me impede a fuga
No pedaço que roubei do tempo...
Água pura
Água púrpura
Água à mingua...
Água pra lavar a alma
Água pra fugir da rima.
Ediane Soares
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Mulher da Vida (prostituta não prostituída)
Pode mentir...
Teu lamento é um canto,
Tua arte é o pranto da liberdade sucumbida.
Cortesã da Vida!
Quebra teu encanto,
Pois o teu legado é pro infinito...
Vai!
Prostituta-poesia...
Cortejar a insanidade,
Romper com a hipocrisia!
Dança, vai!
Que no teu dançar, vamos almejar
Uma mulher da vida.
Bela prostituta,
Não prostituída!
Tua arte é o pranto da liberdade sucumbida.
Cortesã da Vida!
Quebra teu encanto,
Pois o teu legado é pro infinito...
Vai!
Prostituta-poesia...
Cortejar a insanidade,
Romper com a hipocrisia!
Dança, vai!
Que no teu dançar, vamos almejar
Uma mulher da vida.
Bela prostituta,
Não prostituída!
Ediane Soares
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